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Marcos Resende Curiosidades

Marcos Resende Curiosidades

Babilônia

Índice Curiosidade Índice Geral

01. 
A Babilônia, reconstruída por Nemrod, "um poderoso caçador diante de Jeová", era mais do que uma cidade, era uma civilização que dominou as mentes dos homens por milhares de anos. Para os sábios era a fonte da sabedoria, o centro multimilenar da magia; para o populacho, aqueles templos de prazer prometiam delícias tentadoras. 

02.
Orgulhosos ainda do nosso próprio império desaparecido, nós, os ingleses mal podemos compreender que o período que decorreu do grande Sargão, reis dos reis (2371 a.C.) à conquista da Babilônia por Alexandre (323 a.C.) é mais longo do que a história da Grã-Bretanha desde a malograda invasão de Júlio César, em 55 a.C., à empresa do Sr. Harold Wilson, atualmente.

 

03.
Por mais de vinte séculos, os costumes e a moral da Babilônia impressionaram os povos da Palestina e seus vizinhos.  Sem Babilônia, não poderia haver Bíblia; os hebreus e os babilônios, irmãos semitas, compartilhavam as mesmas lendas, os mesmos costumes, os mesmos deuses, com diferenças de nomes, mas herdados da mesma fonte comum.

04.
O salmista lamenta os judeus exilados chorando junto às águas de Babilônia, com saudade de Jerusalém. Sem dúvida, muito devem ter chorado, mas muitos cativos seduzidos pelas luzes brilhantes, confraternizaram com os alegres babilônios e lá se estabeleceram com prazer.Há alguns anos, os anciãos de Tristão da Cunha, exilados na Grã-Bretanha, suspiravam por sua ilha esfacelada. No entanto, entre os filhos deles, muitos, seduzidos por nosso prazeres civilizados, decidiram ficar; muitos dos que voltaram à pátria, logo começaram a sentir falta de Piccadilly e não perderam tempo em voltar.

05.
Assim Babilônia deve ter atraído todos os vizinhos, inclusive os judeus. Em seus dois mil anos, esta grande metrópole de Babilônia excedeu em tamanho e cultura a maioria das nossas capitais atuais. Heródoto que tinha visto a maioria das cidades famosas da Antigüidade, maravilhou-se com a grandeza de Babilônia. Descreve vividamente a cidade como um quadrado fortificado por muralhas maciças em  um perímetro de oitenta quilômetros, muralhas com vinte e quatro metros de altura e seis metros de espessura, bastante largas no alto para permitirem a passagem de uma carruagem de quatro cavalos (de frente) em toda a volta. Encravadas nessas muralhas, havia uma centena de portas, todas de bronze"...  "Ora, este muro é o exterior, mas outro muro passa por dentro, não muito mais fraco do que o outro". 

06.
O palácio do rei era uma cidade em miniatura, um antigo Kremlin, adornada com aqueles fabulosos Jardins Suspensos, que eram uma das Sete Maravilhas do Mundo. Acima do grande templo dourado de Bel erguia-se uma torre altíssima, onde os afamados astrólogos caldeus prediziam eclipses e traçavam a influência dos planetas sobre o destino humano.  Um vasto lago artificial fornecia água para a enorme população; um túnel passava por baixo do leito do rio.  Essas construções fariam honra aos nossos melhores arquitetos e construtores atualmente; elas provam que os babilônios haviam alcançado técnicas soberbas e em alguns aspectos pelo menos, eram altamente civilizados.

 

COSTUMES DA BABILÔNIA ◦ MEDICINA

07.
Mas é quando descreve os costumes de Babilônia que Heródoto nos delicia mais... a nós e a ele mesmo. No Livro Primeiro, capítulo 197, ele explica: "Levam seus doentes para a praça do mercado (pois não utilizam  médicos) e qualquer pessoa que tenha sofrido alguma coisa parecida com o que o doente está sofrendo, ou tenha visto outra pessoa que sofreu da mesma coisa, aborda o enfermo e aconselha-o no tocante à   doença.  Não é permitido passar em silêncio sem perguntar que moléstia tem o doente." 

08.
A maior parte das doenças tem origem na mente; os nossos hospitais estão cheios de pessoas mentalmente doentes.  A confissão é tão boa para o corpo como para a alma; em vez de arranjarem mais confusão consultando psiquiatras, os doentes poderão encontrar remédios com outros que sofreram do mesmo mal e se curaram.  A terapia pública, como se chamava na Babilônia, talvez salvasse o nosso Serviço de Saúde na Inglaterra, mas onde iríamos      instalar seis leitos em nossas ruas? 

09.
Os babilônios eram alérgicos aos médicos.  Matusalém e seus amigos viveram tempo suficiente sem eles. Uma das famosas leis de Hamurábi, de cerca de 1780 a.C., decretava:  "Se o cirurgião fez ferimento grave com uma faca de bronze e em conseqüência disso o cavalheiro morreu... será cortada a mão do cirurgião". Babilônia tinha muitos cirurgiões manetas. Hoje, talvez tivéssemos mais se adotássemos esta justiça social.

 

Costumes da Babilônia - Sexo

 

 

O nosso mundo do século XX vive obcecado pelo sexo; a frustração sexual, as pílulas       anticoncepcionais, o fantástico índice de natalidade constituem maior ameaça do que a bomba de hidrogênio.  Dois mil anos de experiência humana ensinaram os babilônios a lidar sadiamente com o sexo.

Os velhos e sábios babilônios tinham uma solução racional satisfatória para todos os          problemas sexuais sem terem que recorrer à farsa hipócrita do nosso mundo moderno. Aquele      arguto estudioso da natureza humana, que foi Heródoto, conhecedor das virtudes e dos vícios dos homens e das mulheres, comenta desapaixonadamente:

"Todas as mulheres do país têm de, uma vez na vida, ir sentar-se no Templo de Afrodite e deitar-se com um estranho.  E inclusive, muitas que não acham próprio misturarem-se com a ralé, mas são altivas em razão de sua riqueza, viajam para o templo em carros cobertos,         seguidas dum grande cortejo e esperam lá.  Mas a maior parte faz o seguinte: ficam sentadas no templo de    Afrodite com uma coroa de corda e volta da cabeça. 

E há sempre muitas mulheres lá, pois umas chegam e outras partem.  Cordas estendidas abrem caminho em todas as direções entre as  mulheres, e os estranhos seguem ao longo delas para fazerem a sua escolha. E quando uma mulher fica sentada lá, ela não parte enquanto um estranho não lhe lança dinheiro no regaço e se deita com ela no interior do templo.  E quando o homem lança o dinheiro, tem que dizer:

"Eu te conjuro em nome da deusa Milita" (Milita é o nome que os assírios dão a    Afrodite).  E a quantia de dinheiro pode ser qualquer uma, a mulher nunca o rejeitará (pois não é permitido, porque é dinheiro sagrado), mas segue aquele que lhe lançar o dinheiro no regaço, sem desprezar nenhum homem.  Depois que se tiver deitado com um homem, tendo cumprido assim o seu dever para com a deusa, ela parte para casa e depois disso nada que lhe possa ser dado, por maior que seja será capaz de a seduzir.

 

Ora, todas as que têm alguma beleza ou presença partem rapidamente, mas as mal             favorecidas esperam muito, incapazes de cumprir a lei. Várias delas esperam até três ou quatro anos" (Livro Primeiro - Cap. 199/200).

 

As mulheres de Babilônia gozavam de alta posição social e de liberdade sexual; legalmente, um homem só podia ter uma esposa, mas podia tomar concubinas, costume satisfatório para as próprias mulheres: compartilhar um marido era melhor do que ficar solteira. Na     Babilônia não havia solteironas frustradas e nem viúvas solitárias; se uma mulher queria        satisfação sexual, podia tê-la sem vergonha.

 

Caldeus

 

 

Os caldeus eram reverenciados por todos os povos da Antigüidade como poderosos     feiticeiros que praticavam magia, previam o futuro e invocavam demônios dos reinos infernais para que fizessem a sua vontade.  Como os egípcios, os caldeus herdaram de seus antigos mestres espaciais uma ciência psíquica que dominava os elementos e as forças naturais,       operando em sutis planos mentais.

 

 

 

Atlântida

 

01.
O filósofo grego Platão (428/427-348/347 a.C.) ensinou a seus discípulos que uma raça humana cresceu e se desenvolveu em um continente que ocupava o que hoje é a região setentrional do Oceano Atlântico, incluindo a Escócia e se prolongando até a região sul —  abrangendo grande parte do que hoje são as terras brasileiras. Este continente se chamava Atlântida e seus habitantes eram os atlantes. 

 

02.
Os cientistas atlantes aprenderam com astronautas procedentes de Vênus, uma ciência psíquica que controlava forças etéreas.  Os cientistas dominavam um poder chamado VRIL que causava a levitação —  manejavam uma força sideral titânica que produzia explosões.